Sobre mim

Especialista em Direito Civil e Consumidor
É advogada graduada em Direito pela Universidade Tiradentes e Economista graduada pela Faculdade Católica de Ciências Econômicas da Bahia. Tem especialização em Direito Civil e Consumidor pela Faculdade Baiana de Direito. Graduanda em licenciatura em História na Universidade Federal de Sergipe. Atuou como Gerente Executiva da Fundação de Apoio e Extensão à Pesquisa do Estado de Sergipe (FAPESE), fundação que presta apoio à Universidade Federal de Sergipe no gerenciamento de seus projetos. Exerceu ainda o cargo de Procuradora Jurídica na Empresa Municipal de Serviços Urbanos (EMSURB). Participa atualmente como membro da Comissão de Mediação e Conciliação da OAB e da Comissão de Direito Sistêmico, Seccional Sergipe e também já foi membro e Coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da OAB.

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Daise Montargil, Advogado
Daise Montargil
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Comentários

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Daise Montargil, Advogado
Daise Montargil
Comentário · há 8 anos
Concordo plenamente com a colega.
Já falei diversas vezes em conversas com outros colegas que há uma falha da OAB em não fazer uma campanha de conscientização da população sobre o real papel do advogado. O advogado não é consultor particular. Se ele responde a sua dúvida, é porque ele passou por uma faculdade, leu diversos livros, fez inúmeras provas, congressos etc. O conhecimento que adquiriu não foi de graça. Veio através de muito esforço. Esforço este, contínuo, pois temos que nos reciclar sempre.
Já cansei de dizer que o trabalho do advogado, por não ser visível, é incompreendido. Em comparação com o médico, se sente dor, é indicado um remédio. O cliente sente, ele tem condições de perceber a prestação de serviço. Quanto ao advogado não. O cliente relata o seu problema, o advogado diz que ajuizará uma ação condizente com o problema e pronto. O cliente não computa as petições atravessadas, as idas ao Fórum, o acompanhamento dos prazos etc. O cliente não percebe o trabalho por trás, os bastidores. Daí a clássica pergunta que o cliente faz, "só pago se ganharmos a questão, né?" Eu respondo assim: o (a) senhor (a) já propôs a algum médico (a) que só pagaria a ele (a) se e quando o tratamento fizesse efeito?"
Pois bem, acredito que a cobrança da consulta é imprescindível e a conscientização deve advir de nós advogados, como também de uma campanha da OAB junto à população. Precisamos de uma OAB nacional muito mais atuante.
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Matheus Galvão, Advogado
Matheus Galvão
Comentário · há 8 anos
@carneiroribeiro

Obrigado por contribuir e, principalmente por discordar. Mas vou discordar da sua discordância. Acho que você não entendeu muito bem o ponto. O que eu disse não é que os advogados devam atender de graça. Consulta deve ser paga.

Ninguém vai ao médico porque quer aprender sobre pneumonia ou gonorreia. Um paciente não chega no consultório simplesmente porque ele tem uma dúvida médica. Pelo contrário, ele sana essa dúvida por outros meios: ações de educação, artigos na internet, folhetos.... A questão é que ele sabe de antemão que pode se encaixar no problema.

Um paciente tem a noção de que se estiver muito tempo tossindo ele precisa identificar o que é aquilo. Mesmo que a tosse seja algo insignificante, ele paga ao médico.

Quando alguém pesquisa pneumonia no Google, os dois primeiros links que aparecem são esses:

https://minutosaudavel.com.br/pneumonia-sintomas-formas-de-tratamentoediagnostico/

http://www.minhavida.com.br/saúde/temas/pneumonia

Olha a profundidade destes conteúdos. Ele esclarece sintomas, tratamento e diagnóstico e destaca que é preciso acompanhamento médico. Artigos assim mostram o problema, informam as pessoas. Só um profissional muito egoísta e mercenário para conceber que esse tipo de publicação é uma afronta indigna à profissão.

Na área de saúde em geral,informação é extremamente acessível. Pesquise algo sobre ansiedade e publicações esclarecedoras vão aparecer no Google. Pesquise algo sobre alimentação saudável e outras publicações excelentes e claras aparecerão.

Agora pesquise algo da área jurídica e compare a disponibilidade de informação clara, objetiva e relevante. A maior parte dos autores jurídicos escrevem de forma obscura, com jargões técnicos, sem esclarecer nada. Fazem questão de escrever assim e colocar ao final "procure um advogado especializado".

Ninguém vai a um advogado para esclarecer uma dúvida, a não ser que ele seja algum conhecido ou esteja do seu lado. Se alguém me perguntar o que é uma execução fiscal eu terei o maior prazer em responder. Se alguém me perguntar a diferença entre tributo e imposto terei o maior prazer em responder (inclusive já fiz isso: https://galvomatheus.jusbrasil.com.br/artigos/123278014/qualadiferenca-entre-tributo-impostoetaxa)

Do mesmo jeito ninguém vai ao médico tirar dúvidas. A questão é que os problemas médicos são tão divulgados e há um acesso à informação tão elevado que todos sabemos o que podemos ter. No direito não. Um cidadão não sabe sequer que precisa de um advogado para fazer um contrato.

Veja a diferença do acesso à informação para a consulta:

- Dúvida: o que é pneumonia? Quais seus sintomas? Como é tratada? Quais as consequências?
- Consulta: Dr. estou tossindo com secreção há sete dias, tendo febre, isso pode ser pneumonia?

O médico pode confirmar ou não, mas o paciente tem noção do problema e vai pagar para saber se ele tem ou não a doença.

No direito as pessoas também poderiam ter acesso à informações do tipo:

- Dúvida: o que é direito de laje? Como posso adquirir esse direito? Quem tem direito? Quais os requisitos para adquirir?
- Consulta: Dr. Meu marido quer construir sobre a casa da mãe dele; ela já cedeu a laje, como regularizamos?

Se a gente não sabe que tem um problema nunca vamos pagar para resolver.
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